LANÇAMENTOS EDITORIAIS

Como ser anticapitalista no século XXI, de Erik Olin Wright

Como ser anticapitalista no século XXI?, de Erik Olin Wright

Última obra do sociólogo norte-americano Erik Olin Wright, morto em janeiro de 2019,  Como ser anticapitalista no século XXI? é um livro audacioso de um autor igualmente grandioso. A partir das reações e reflexões a seu Envisioning Real Utopias (2010), Wright dedicou seus últimos meses de vida para criar um texto pensado para extrapolar os limites do debate acadêmico e torná-lo mais amigável ao leitor comum. Nele, fica claro o firme compromisso de Wright com o socialismo e com a formação política e intelectual de seus leitores.

Democracia e luta de classes, de Vladímir Lênin

Terceiro volume da coleção Arsenal LêninDemocracia e luta de classes apresenta uma seleção inédita de sete textos escritos por Vladímir Ilitch Lênin entre 1905 e 1919, cujo enfoque é a relação primordial entre o escopo das classes na sociedade e o conceito de democracia – elucidada, em síntese, na defesa da ditadura do proletariado. Para o leitor atual, Democracia e luta de classes traz ao presente a discussão sobre o perigo da demagogia por trás da defesa da “democracia pura” e de seus valores “universais”, como liberdade e igualdade. 

Margem Esquerda n° 33 | Dossiê: Marxismo e lutas LGBT

O dossiê de capa da Margem Esquerda nº33, coordenado por Lucas Bulgarelli, traz textos de Renan QuinalhaAmanda PalhaIsadora Lins França e Rafael Dias Toitio que abordam a questão de diversas perspectivas. A entrevista exclusiva que abre a edição é com a filósofa e ativista estadunidense Judith Butler, um dos nomes mais proeminentes do feminismo, dos estudos queer e da teoria crítica na atualidade. Em diálogo com o dossiê, se soma à edição conteúdos inéditos como um artigo de Angela Davis sobre justiça para a comunidade LGBT.

Marx nas margens, de Kevin B. Anderson

Em Marx nas margens: nacionalismo, etnias e sociedades não ocidentais, o sociólogo norte-americano Kevin B. Anderson promove uma reflexão instigante: o que pensava o autor de O capital sobre as relações entre classe, gênero e raça ou sobre a dominação colonial, por exemplo? O resultado é a imagem de um Marx multilinear que, preocupado em entender as sociedades não capitalistas, foi capaz de mudar sua perspectiva, assumindo um posicionamento claro contra o colonialismo, a escravidão e comprometido com a igualdade.

Mulheres e caça às bruxas, de Silvia Federici

Por que voltar a falar, hoje, sobre caça às bruxas? Em Mulheres e caça às bruxas, Silvia Federici apresenta as raízes históricas dessas perseguições e estrutura sua análise a partir do processo de cercamento e privatização de terras comunais. A obra relaciona essa forma de violência à ordem econômica e argumenta que marcas desse processo foram deixadas também nos valores sociais, por exemplo, no controle da sexualidade feminina e na representação negativa das mulheres na linguagem. A autora nos mostra como as acusações e a punição de “bruxas” se repete na atualidade, especialmente em países como Congo, Quênia, Gana e Nigéria, na África, e Índia.

Livros já a venda

Uma autobiografia, de Angela Davis

A Boitempo publica pela primeira vez no Brasil Uma autobiografia, de Angela Davis. Lançada originalmente em 1974, a obra é um retrato contundente das lutas sociais nos Estados Unidos durante os anos 1960 e 1970. Davis, à época com 28 anos, narra a sua trajetória interrompida por aquele que seria considerado um dos mais importantes julgamentos do século XX. A falsidade das acusações contra Davis, sua fuga, a prisão e o apoio que recebeu de pessoas de todo o mundo são comentados em detalhes por essa mulher que marcou a história mundial.

Crise e golpe, de Alysson Leandro Mascaro 

Em Crise e golpe, o jurista Alysson Leandro Mascaro parte da crise político-econômica atual e do golpe em curso para destrinchar a complexa relação entre Estado, direito e formação social. Em uma interpretação original, influenciada principalmente por Evguiéni Pachukanis e Louis Althusser, o autor revela o caráter estrutural das crises e dos golpes, fundados em bases ideológicas e institucionais próprias do capitalismo. Trata-se de uma leitura indispensável para compreender a fundo a dinâmica, os limites e as contradições do Estado e do direito na atualidade.

Desmilitarizar, de Luiz Eduardo Soares

Em Desmilitarizar: segurança pública e direitos humanos, o antropólogo Luiz Eduardo Soares coloca em questão as razões para o imobilismo brasileiro em face da questão da violência. Os 14 ensaios aqui reunidos estão estruturados em quatro pilares temáticos: polícia, drogas, raízes da violência e direitos humanos. Somados à introdução e ao posfácio, formam um conjunto coeso que demonstra que a problemática da violência letal, inclusive a praticada pelo Estado, é decisiva para a reconstrução democrática. 

Educação contra a barbárie, de Fernando Cássio (org.)

Educação contra a barbárie: por escolas democráticas e pela liberdade de ensinar. Fernando Cássio, organizador da obra e especialista em políticas públicas de educação, convidou mais de vinte autores para propor um debate franco e corajoso sobre as principais ameaças à educação pública, gratuita e para todas e todos: o discurso empresarial, focado em atender seus próprios interesses; a perseguição à atividade docente e à auto-organização dos estudantes; e o conservadorismo que ameaça o caráter laico, livre e científico do ambiente escolar.

Margem Esquerda n° 32 | Dossiê: Governo Bolsonaro

O Brasil vive o governo mais obscurantista, regressivo, autoritário, antipopular e antinacional desde a ditadura militar implantada em 1964, na qual se inspira. A Margem Esquerda nº 32 avalia esse curto momento de crises, contradições e tensões acirradas. O dossiê publicado, sob coordenação do especialista em direito político e econômico Luiz Felipe Osório, dissipa as incertezas que turvam o olhar imediato do contexto nacional, evidenciando o cerne da conjuntura brasileira, fundamentalmente imersa na dinâmica internacional.

Pensamento feminista negro, de Patricia Hill Collins

Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento, escrito pela socióloga Patricia Hill Collins em 1990, faz parte do cânone bibliográfico dos estudos de gênero e raça nos EUA. A autora mapeia os principais temas e ideias tratados por intelectuais e ativistas negras estadunidenses como Angela Davis, bell hooks, Alice Walker e Audre Lorde, e assim constrói um panorama do feminismo negro com referências de dentro e de fora da academia. Até então inédito em português, o livro lançado pela Boitempo ganha um prefácio escrito pela autora especialmente para a edição brasileira. 

Os portões do Éden, de Antonio Carlos Mazzeo

Em Os portões do Éden: igualitarismo, política e Estado nas origens do pensamento moderno, Antonio Carlos Mazzeo radica sua pesquisa histórico-filosófica nas origens helenísticas do igualitarismo e das formas políticas de resolução das necessidades organizativas das sociedades. O corte filosófico encetado pela passagem da questão do “que fazer?” platônico para a questão de “como viver?” aristotélico dá início a um longo processo, contínuo-descontínuo, de construção de cosmologias que se adequem às diferentes formas sociometabólicas e histórico-particulares ocidentais até a modernidade.