SEMINÁRIO

Democracia em colapso?

O Sesc São Paulo e a Boitempo realizam em parceria, entre os dias 15 e 19 de outubro, no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, em São Paulo, o Seminário Internacional Democracia em colapso?”. Em um momento em que a polarização política dita boa parte dos debates atuais na sociedade brasileira, cerca de 50 convidados nacionais e internacionais promovem um amplo debate sobre as origens e as diferentes perspectivas históricas, políticas e sociais que perpassam o conceito de democracia. A programação conta com um curso, debates, conferências e com o lançamento de livros, além da edição número 33 da revista Margem Esquerda, publicação semestral da Boitempo.


Realização

Sesc São Paulo e Boitempo

Apoio

Fundação Rosa Luxemburgo, Fundação Maurício Grabois e Clacso

Promoção

Folha de S.Paulo, Marie Claire Brasil, CartaCapital, Revista Quatro Cinco Um e Rede Brasil Atual


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PROGRAMAÇÃO

Curso “A democracia pode ser assim: história, formas e possibilidades”

Mediação de Paula Almeida e Daniela Mussi

Em quatro aulas, Marilena Chaui, Antonio Carlos Mazzeo, Virgínia Fontes e Luis Felipe Miguel abordam de forma didática as origens do conceito de democracia a partir de diferentes perspectivas. Indo além, ao relacioná-lo com questões históricas, sociais e com formas de organização política, o curso visa apresentar uma abordagem inicial que permitirá balizar as reflexões e discussões da programação de debates e oferecer ferramentas de interpretação e intervenção social. 

15/OUT | TERÇA

12h – 14 | Aula 1 | História da democracia
Com Marilena Chaui

A filósofa Marilena Chaui explicita como o nascimento da política na Grécia dá origem à democracia, conceito que desaparece no decorrer da história ocidental até ressurgir como democracia liberal (no século XIX) e como democracia social (no século XX). Neste amplo panorama da democracia ao longo da história mundial, serão ainda abordadas as diferenças entre essas duas formas democráticas e sua destruição pelo neoliberalismo.

16/OUT | QUARTA

10h – 12h | Aula 2 | História da democracia na América Latina
Com Antonio Carlos Mazzeo

Na segunda aula do curso, Antonio Carlos Mazzeo aborda a história da democracia sob o contexto latinoamericano. O encontro pretende elaborar um abrangente balanço das experiências políticas na região. Mazzeo é autor de Os Portões do Éden: Igualitarismo, Política e Estado Nas Origens do Pensamento Moderno (Boitempo, 2019).

17/OUT | QUINTA

10h – 12h | Aula 3 | Democracia e revolução
Com Virgínia Fontes

Nesta aula, a historiadora Virgínia Fontes parte da contextualização das definições de democracia a fim de apreendê-la como processo de reivindicações e de lutas sociais para assegurar igualdade e liberdade. A exposição passa ainda pela conquista da emancipação política e pela crescente contenção do teor democrático nos países capitalistas. Assim, expõe as múltiplas faces e escalas das revoluções (política, econômica, social, cultural).

18/OUT | SEXTA

10h – 12h | Aula 4 | Formas de organização política: partidos, sindicatos, movimentos sociais
Com Luis Felipe Miguel

Na aula de encerramento do curso, o cientista social Luis Felipe Miguel discute as múltiplas formas de organização política e seu papel na construção dos sentidos atuais de democracia. Além disso, explora a maneira como partidos políticos, sindicatos e movimentos sociais organizados se posicionam entre si e perante as instituições em processos movidos por contradições.


Ciclo de debates

15/OUT | TERÇA

17h – TRABALHO E OS LIMITES DA DEMOCRACIA NO BRASIL
Debate com Vladimir Safatle, Ricardo Antunes e Laura Carvalho. Mediação de Bianca Pyl (Le Monde Diplomatique)

O debate busca traçar paralelos entre as mudanças nas relações trabalhistas e nas políticas públicas a elas relacionadas para entender origens, processos e recepção popular da crise da democracia no Brasil. Como é possível consolidarmos uma democracia longeva com a vigência de trabalhos instáveis, intermitentes, desprovidos de direitos  e de proteção social, como tem sido mais a regra do que a exceção em nosso mundo contemporâneo e particularmente no Brasil?

20h – MULHERES E CAÇA ÀS BRUXAS 
Palestra de Silvia Federici, comentários de Bianca Santana. Mediação de Eliane Dias

A renomada filósofa ítalo-estadunidense Silvia Federici, professora emérita da Universidade Hofstra em Nova York, aborda a forma como a marginalização das mulheres, o aumento da violência por motivação de gênero e o acirramento da misoginia se confundem com e servem às próprias origens do capitalismo. Ao atacar os laços e relações entre mulheres, a caça às bruxas permite a contenção da resistência, tenta naturalizar a exploração e traz consequências que serão aqui abordadas. Durante o seminário, Federici lança, pela Boitempo, seu livro mais recente: Mulheres e caça às bruxas.


16/OUT | QUARTA 

14h – FAMÍLIA, RELIGIÃO E POLÍTICA
Debate com Amanda Palha, Pastor Henrique Vieira e Flávia Biroli. Mediação de Andrea Dip (Agência Pública)

Para melhor entender as relações entre a política, a família e a religião, que tanto têm pautado as decisões políticas e pessoais da sociedade brasileira nos últimos tempos, a mesa reúne debatedores de campos e linhas diversas a fim de entender esses modos de organização social  e questionar: quais são as fronteiras entre religião e política? A ideia de família representa uma força formadora da política brasileira?

17h – JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA E POLITIZAÇÃO DO JUDICIÁRIO
Debate com Alysson Mascaro, Luiz Eduardo Soares e Thula Pires. Mediação de Amanda Audi (The Intercept Brasil)

A complexa relação entre Estado, Direito e formação social se acirra e se faz cada vez mais presente nos noticiários e nos ideais de país expressos pela sociedade. Como o Judiciário e a política têm se relacionado historicamente? De que maneira o sistema judiciário tem tratado cidadãos de classes sociais, gêneros e etnias distintas em nossa sociedade? Que rumos a situação pode tomar diante da crise das instituições? E quais as consequências, para a democracia, da judicialização da política e da politização do Judiciário? Essas e outras questões estarão em pauta ao longo do debate.

20h – FEMINISMO NEGRO E A POLÍTICA DO EMPODERAMENTO 
Palestra de Patricia Hill Collins, comentários de Raquel Barreto. Mediação de Winnie Bueno

Uma das mais consagradas e importantes estudiosas nos campos de gênero e raça, Patricia Hill Collins busca contemplar tradições teóricas diversas e seu importante papel na formação do feminismo negro nos EUA para, a partir do legado de luta das mulheres negras norte-americanas, formar pontes com o que há de comum entre nossos contextos e elaborar maneiras de responder coletivamente às injustiças sociais.  A notoriedade de Patricia Hill Collins no contexto norte-americano se deu a partir do seu livro Pensamento feminista negro, publicado originalmente em 1990 e lançado pela primeira vez no Brasil em 2019 pela Boitempo.


17/OUT | QUINTA

14h – COMUNICAÇÃO E HEGEMONIA CULTURAL
Debate com Ferréz, Christian Dunker e Esther Solano. Mediação de Claudia Motta (Rede Brasil Atual)

Construir formas de comunicação com todas as esferas da população, ou “falar a língua do povo”, na linguagem popular, se coloca hoje como um dos grandes desafios ao debate sobre a democracia e à implantação de projetos políticos e sociais. De que maneira poderosas máquinas comunicativas são criadas para fundamentar discursos de intolerância? Como o campo progressista pode se organizar diante desses ataques? O debate tratará também de aprofundar na reflexão a respeito de como, ao fabricar e insuflar sentimentos de ódio, torna-se necessária a criação de novos modelos críticos que dêem conta desse cenário.

17h – POR UMA ECONOMIA PARA OS 99% 
Debate com Leda Paulani, Ludmila Costhek Abílio e Eduardo Moreira. Mediação de Juliana Borges (CartaCapital)

Em meio a um momento histórico de alta concentração de renda e crescente desigualdade em todo o mundo, alguns dos mais renomados pesquisadores de diferentes tradições teóricas debatem a propagação hegemônica da ideologia liberal nas esferas sociais, suas implicações para a atuação do Estado e para a percepção do conceito de democracia, além de formas de superação das desigualdades sociais.

20h – CRISE DA DEMOCRACIA E ANTICAPITALISMO NO SÉCULO XXI
Debate com Michael Löwy, Sabrina Fernandes e Ruy Braga. Mediação de Débora Baldin.

Com um tema tão provocador quanto elucidativo, este debate versará sobre o atual momento de crise global em torno do conceito de democracia e formas radicais de superação das dinâmicas de opressão sistêmica. Se a iniquidade de renda, a desigualdade de oportunidades e a devastação do meio ambiente são centrais no capitalismo, como pensar modelos de organização social e formas de democracia radical? O debate conta com a participação do pensador franco-brasileiro Michael Löwy, um dos maiores nomes da tradição ecossocialista e referência nos estudos das obras de Karl Marx, Leon Trótski, Rosa Luxemburgo, György Lukács, Lucien Goldmann e Walter Benjamin. De modo a aprofundar as discussões aqui apresentadas, a Boitempo lança, durante o seminário, os livros Como ser anticapitalista no século XXI?, de Erik Olin Wright e Marx nas margens: nacionalismo, etnias e sociedades não ocidentais, de Kevin B. Anderson.


18/OUT | SEXTA

14h – EDUCAÇÃO CONTRA A BARBÁRIE
Debate com Jones Manoel, Aniely Silva e Daniel Cara. Mediação de Tory Oliveira (Revista Nova Escola)

São muitos e múltiplos os desafios enfrentados pela educação no cenário atual, do revisionismo ao desmonte da educação pública, passando por esforços de desvalorização do saber científico. Seja nos posicionamentos e rumos adotados pelo Estado, seja nos discursos propagados por parcelas da sociedade, há uma evidente mudança na percepção do conceito da educação como um instrumento libertador. Além de explorar se e como é possível pensar a correlação entre educação e liberdade, o debate aborda maneiras de superação do discurso pautado apenas por indicadores, rankings e eficiência na construção de uma educação efetivamente democrática. Durante o seminário, será lançado pela Boitempo a coletânea Educação contra a barbárie, que conta com a colaboração de alguns dos participantes da mesa.

17h – O QUE RESTA DA DITADURA?
Debate com Maria Rita Kehl, Renan Quinalha e Janaína de Almeida Teles. Mediação de Pedro Venceslau (O Estado de S. Paulo)

O debate propõe uma reflexão sobre a relação mal-resolvida do Brasil com a ditadura militar, o papel das Comissões da Verdade e o esquecimento como produtor de sintomas sociais na atualidade. A partir dos resquícios do período de exceção na organização social do país, a pergunta que dá nome ao encontro norteará a reflexão sobre resistência e o progressivo alcance de discursos de ódio, intolerância e exaltação de um dos piores momentos de nossa história.

20h – JORNALISMO E DEFESA DA DEMOCRACIA 
Debate com Juca Kfouri (CBN/TVT), Marina Amaral (Agência Pública) e Patricia Campos Mello (Folha de S.Paulo). Mediação de Daniela Pinheiro (Revista Época)

Em um cenário político marcado pela polarização e pela propagação acrítica de notícias falsas, o jornalismo tem se mostrado um instrumento democrático essencial ao expor verdades inconvenientes, ideologias veladas e tentativas de manipulação da opinião pública. Neste debate, serão abordados temas como o impacto do jornalismo investigativo como fiscal do Estado, os posicionamentos ideológicos das empresas de mídia – e sua reverberação no noticiário destacado -, bem como a falsa aparência de movimentos orgânicos assumida por campanhas orquestradas para moldar narrativas na manutenção da polarização permanente da população e do diversionismo.


19/OUT | SÁBADO

16h – A LIBERDADE É UMA LUTA CONSTANTE 
Conferência de Angela Davis. Mediação de Adriana Ferreira da Silva (Marie Claire Brasil)

Um dos maiores ícones na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, Angela Davis é considerada por muitos uma das grandes personificações globais da resistência ao racismo. Pela primeira vez em São Paulo, a ativista e professora emérita do departamento de estudos feministas da Universidade da Califórnia compartilhará sua trajetória pessoal e política a fim de refletir de forma crítica sobre as correntes do pensamento feminista hoje, bem como sobre a contribuição da luta de mulheres negras na construção de sociedades mais justas e democráticas. Na ocasião, lança Uma autobiografia pela Boitempo.


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DEBATEDORES E CONFERENCISTAS

CONFERENCISTAS E DEBATEDORES INTERNACIONAIS

ANGELA DAVIS (EUA)

Filósofa e professora emérita da Universidade da Califórnia, integrou o Partido Comunista dos EUA. É um dos nomes mais proeminentes na luta pelos direitos civis. Próxima dos Panteras Negras, foi presa nos anos 1970, quando a campanha “Libertem Angela Davis” ganhou projeção mundial. Publicou, pela Boitempo, Uma autobiografia (2019), A liberdade é uma luta constante (2018), Mulheres, cultura e política (2017) e Mulheres, raça e classe (2016).

Eleni Varikas

MICHAEL LÖWY (FRANÇA/BRASIL)

Diretor de pesquisas emérito no Centre National de la Recherche Scientifique, é um dos maiores estudiosos das obras de Karl Marx, Leon Trótski, Rosa Luxemburgo, György Lukács e Walter Benjamin. É coordenador da Coleção Marxismo e Literatura, editada pela Boitempo, e autor traduzido para 29 idiomas. Pela Boitempo, lançou Walter Benjamin: aviso de incêndio (2005), A teoria da revolução no jovem Marx (2012) e A estrela da manhã (2018).

Divulgação

PATRICIA HILL COLLINS (EUA)

Professora emérita da Universidade de Maryland, foi a primeira negra a presidir a Associação Americana de Sociologia. Sua notoriedade no contexto norte-americano se deu a partir de Pensamento feminista negro, de 1990, publicado no Brasil este ano pela Boitempo. Na obra, trata do pensamento feminista negro como teoria social crítica que revela a produção intelectual e a expressão do conhecimento das mulheres negras.

Divulgação

SILVIA FEDERICI (ITÁLIA/EUA)

Escritora e historiadora italiana, é professora emérita da Universidade Hofstra em Nova York. Nos anos 1970, participou da fundação do Coletivo Feminista Internacional, que lançou uma campanha mundial a favor do salário pelo trabalho doméstico. Além disso, é cofundadora do Committee for Academic Freedom in Africa. É autora de Calibã e a bruxa (Elefante, 2017), e lança no seminário Mulheres e caça às bruxas, pela Boitempo.


CONFERENCISTAS E DEBATEDORES NACIONAIS

Artur Renzo/Divulgação

ALYSSON MASCARO

Jurista e filósofo do direito, é professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e livre-docente em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela USP. Escreveu, dentre outros livros, Filosofia do Direito (Atlas, 2010) e Introdução ao estudo do Direito (Atlas, 2007). Publicou pela Boitempo Estado e forma política (2013) e Crise e golpe (2018).

AMANDA PALHA

Travesti, feminista e comunista, é educadora popular e atua há sete anos em associações filiadas à hoje conhecida Amotrans (Articulação e Movimento de Travestis e Transexuais de Pernambuco). Está, atualmente, como Coordenadora da Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular de Pernambuco. É uma das autoras do dossiê “Marxismo e lutas LGBT” da edição 33 da revista Margem Esquerda , que será lançada durante o seminário.

ANIELY SILVA

Nascida na Paraíba, estudou durante toda a vida em escola pública na cidade de São Paulo. A partir de cursos na ONG Ação Educativa, desenvolveu a cartilha Por que discutir gênero na escola?. Participou do Movimento de Ocupação das escolas, ocupando a escola em que estudava em 2015. Atualmente, faz licenciatura em Ciências Sociais na Universidade Nove de Julho, é ativista dos direitos LGBT e das mulheres e trabalha no Centro de Referência e Defesa da Diversidade como orientadora socioeducativa. É uma das autoras da coletânea Educação contra a barbárie (Boitempo, 2019).

ANTONIO CARLOS MAZZEO

Professor livre-docente junto aos Programas de Pós-Graduação: História Econômica da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, e da Faculdade de Serviço Social na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Publicou, pela Boitempo: O voo de Minerva (2019 – primeira reimpressão), Estado e burguesia no Brasil (2019 – primeira reimpressão) e Sinfonia Inacabada (1999). Durante o seminário, lança Os Portões do Éden.

João Benz/Divulgação

BIANCA SANTANA

Escritora, cientista social e doutoranda em Ciência da Informação pela Universidade de São Paulo. Suas áreas de pesquisa são a memória e a escrita de mulheres negras. Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero, onde foi professora, é autora de Quando me descobri negra (SESI-SP, 2015) e colunista da revista Cult.

CHRISTIAN DUNKER

Psicanalista ligado à tradição lacaniana, obteve seus títulos de graduação, mestrado, doutorado e livre docência pela Universidade de São Paulo. Possui também pós-doutorado pela Manchester Metropolitan University. Atualmente, é professor Titular do Instituto de Psicologia da USP e um dos coordenadores do Laboratório de Estudos em Teoria Social, Filosofia e Psicanálise (Latesfip). Publicou, pela Boitempo, Mal-estar, Sofrimento e Sintoma (2015), vencedor do prêmio Jabuti. É colunista mensal do Blog da Boitempo.

DANIEL CARA

Doutorando em Educação pela Universidade de São Paulo, é mestre em Ciência Política e bacharel em Ciências Sociais pela mesma universidade. Desde 2006, é coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Em 2015, foi delegado oficial brasileiro no Fórum Mundial de Educação (UNESCO/ONU). Foi vencedor do Prêmio Darcy Ribeiro 2015, concedido pela Câmara dos Deputados e é autor de um dos artigos da coletânea Educação contra a Barbárie, publicada pela Boitempo.

EDUARDO MOREIRA

Formado em engenharia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, estudou economia na Universidade da Califórnia de San Diego. Em 2013, foi eleito pela revista Época Negócios um dos 40 brasileiros de maior sucesso com menos de 40 anos. Escreveu, entre outros, Encantadores de vidas (Record, 2012) e O que os donos do poder não querem que você saiba (Alaúde, 2017). Em 2012, foi condecorado pela Rainha Elizabeth II em Londres.

ESTHER SOLANO

Doutora em Ciências Sociais pela Universidad Complutense de Madrid, é professora adjunta da Universidade Federal de São Paulo e no mestrado América Latina e a União Europeia do Instituto Universitario de Investigación en Estudios Latinoamericanos da Universidade de Alcalá de Henares. É ainda conselheira do Instituto Vladimir Herzog. Além de ser colunista de CartaCapital, é organizadora do livro O ódio como política, publicado pela Boitempo em 2018.

FLÁVIA BIROLI

Professora no Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília desde 2005, é mestre e doutora em História pela Unicamp. Publicou, pela Boitempo, Feminismo e política (2014, com Luis Felipe Miguel) e Gênero e desigualdades (2018). Foi editora da Revista Brasileira de Ciência Política (2009-17) e editora associada da revista Politics & Gender (2018-19). Fez parte do Grupo de Assessoras da Sociedade Civil para Mulheres da ONU no Brasil (2016-17). Atualmente é presidenta da Associação Brasileira de Ciência Política (2018-20).

FERRÉZ

Romancista, contista, poeta e empreendedor. Dedica-se à considerada literatura marginal, desenvolvida na periferia das grandes cidades e que trata de temas a ela relacionados. Publicou, entre outros, Capão Pecado (Planeta, 2001) e Deus foi almoçar (Planeta, 2005). É fundador do 1DaSul, que promove eventos e ações culturais no Capão Redondo, da Ong Interferência, que trabalha com crianças da Zona Sul, e da editora independente Selo Povo.

JANAÍNA DE ALMEIDA TELES

Historiadora com pós-doutorado na USP e em Sociologia na Unicamp, é pesquisadora associada do Instituto de Estudos Avançados da USP. Foi coordenadora, entre outros, do livro Dossiê Ditadura: os mortos e desaparecidos políticos no Brasil (1964-1985) (Imesp, 2009). É uma das autoras da coletânea <a href="https://www.boitempoeditorial.com.br/produto/o-que-resta-da-ditadura-211&quot;O que resta da ditadura: a exceção brasileira, organizado por Vladimir Safatle e Edson Teles, e autora  do prefácio de Poder e Desaparecimento, de Pilar Calveiro (2013), ambos publicados pela Boitempo. Foi presa política aos cinco anos de idade, ao lado do irmão e dos pais.

JONES MANOEL

Professor da rede básica, é historiador e mestre em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco. Comunicador Popular, mantém um canal no YouTube e participa do podcast Revolushow, além de ser militante do PCB. Atua no movimento sindical e negro e pesquisa Teoria Política e do Estado, história do movimento comunista, marxismo e questão racial e colonial e a produção marxista periférica. Colaborou com a orelha de Marx nas Margens, um dos lançamentos da Boitempo neste seminário.

JUCA KFOURI

Formado em Ciências Sociais pela USP, é jornalista desde 1970. Colunista da Folha de S.Paulo, da rádio CBN, blogueiro do UOL, comentarista da ESPN e colaborador da TVT. Com extensa carreira no jornalismo esportivo, foi diretor das revistas Placar e comentarista esportivo do SBT, da Rede Globo e da TV Cultura. Assina a quarta capa do livro Brasil em jogo (Boitempo e Carta Maior, 2014) e é um dos colaboradores de A verdade vencerá, de Luiz Inácio Lula da Silva (Boitempo, 2018).

LAURA CARVALHO

Professora Associada do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, é colunista da Folha de S.Paulo e autora do livro Valsa brasileira: do boom ao caos econômico (Todavia, 2018). Sua pesquisa acadêmica concentra-se no estudo da relação entre crescimento econômico e distribuição de renda.

Leda Paulani

LEDA PAULANI

Doutora em Teoria Econômica pela Universidade de São Paulo. Professora titular (senior) do Departamento de Economia da FEA-USP e professora visitante da Universidade Federal do ABC. Publica em revistas das áreas de economia e demais ciências humanas dentro e fora do Brasil. De 2004 a 2008, foi presidente da Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP). De janeiro de 2013 a março de 2015, foi secretária de planejamento, orçamento e gestão da prefeitura de São Paulo. Publicou, pela Boitempo, Modernidade e Discurso Econômico (2005) e Brasil Delivery (2008).

LUDMILA COSTHEK ABILIO

Doutora pela Universidade Estadual de Campinas, tem pós-doutorado em Economia pela Universidade de São Paulo e está em seu segundo pós-doutorado (UNICAMP). É uma das fundadoras do campo de estudos no Brasil sobre a uberização do trabalho, estabelecendo análise a partir da periferia. Pela Boitempo, publicou publicou Sem maquiagem: o trabalho de um milhão de revendedoras de cosméticos (2014).

LUIS FELIPE MIGUEL

Professor titular livre do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília, é coordenador do Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê). É autor, entre outros, dos livros Democracia e representação (Editora Unesp, 2014), Dominação e resistência (Boitempo, 2018) e O colapso da democracia no Brasil (Expressão Popular, 2019).

LUIZ EDUARDO SOARES

Antropólogo e cientista político é professor aposentado do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Foi professor do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro e da Universidade Estadual de Campinas, pesquisador visitante do Vera Institute of Justice, de New York, e visiting scholar da Harvard University, Columbia University, University of Virginia e University of Pittsburgh. Foi Secretário Nacional de Segurança Pública, Subsecretário de Segurança e Coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do estado do Rio de Janeiro. Foi Secretário Municipal de Prevenção da Violência de Nova Iguaçu e Porto Alegre. Autor de diversos livros, dentre eles Elite da tropa (Objetiva, 2016, com Rodrigo Pimentel), que inspirou o filme Tropa de elite, e Desmilitarizar (Boitempo, 2019).

MARIA RITA KEHL

Psicanalista, jornalista e escritora, é mãe de Luan e Ana. Doutora em Psicanálise pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo com a tese Deslocamentos do feminino (Boitempo, 2012). Publicou, também pela Boitempo, O tempo e o cão (2009), vencedor do Prêmio Jabuti de Livro do Ano, e Bovarismo Brasileiro (2018), dentre outros. Entre 2007 e 2011 atendeu pacientes na Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST. Desde 2017, atende no grupo da Praça Roosevelt, em São Paulo. Entre 2012 e 2014, participou da Comissão Nacional da Verdade instituída pela presidente Dilma Rousseff.

MARILENA CHAUI

Marilena Chaui é professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. É especialista em História da Filosofia Moderna (trabalhos sobre Espinosa e Merleau-Ponty) e em Filosofia Política (trabalhos sobre democracia e crítica de ideologia). Entre suas publicações estão Cultura e democracia (Cortez Editores, 2017), Brasil: mito fundador e sociedade autoritária (Editora Fundação Perseu Abramo, 2016), Sobre a violência (Editora Autêntica, 2017). Colaborou com a coletânea 10 anos de governos pós-liberais no Brasil (2013), organizada por Emir Sader, e prefaciou O mito da grande classe média (2014), de Marcio Pochmann, ambos publicados pela Boitempo.

MARINA AMARAL

Marina Amaral é jornalista desde 1984 com passagens pelas redações da Folha de S.Paulo, revista Globo Rural, TV Record e TV Cultura. Entre 1997 e 2007, foi repórter-especial e editora-executiva da Caros Amigos. Conquistou um Prêmio Herzog (1998) e uma menção honrosa (2004). Entre 2008 e 2009, coordenou um levantamento inédito sobre direitos humanos no Brasil a pedido da Secretaria Nacional de Direitos Humanos e atuou como repórter no livro Jornal Movimento (Manifesto, 2011), uma reportagem. É uma das colaboradoras da coletânea Por que gritamos Golpe? (Boitempo, 2016). Desde 2011 é diretora e cofundadora da Agência Pública.

PASTOR HENRIQUE VIEIRA

Formado em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeiro, é pastor, ator, pesquisador da arte do palhaço, cientista social e historiador. É uma das expressões da teologia negra que busca resgatar a potência negra da Bíblia e da história do cristianismo, bem como combater o fundamentalismo religioso. Graduou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense e em História na Universidade Salgado de Oliveira. Integra o Conselho Deliberativo do Instituto Vladimir Herzog e a Aliança de Batistas do Brasil. É um dos autores da coletânea O ódio como política (Boitempo, 2018) e lançou este ano O amor como revolução (Editora Objetiva).

PATRICIA CAMPOS MELLO

Repórter especial e colunista da Folha de S.Paulo, foi vencedora, entre outros, do Prêmio Internacional.de Liberdade de Imprensa do CPJ de 2019 e do prêmio de Jornalismo do Rei da Espanha. Formada em Jornalismo pela Universidade de São Paulo, tem mestrado em Business and Economic Reporting pela Universidade de Nova York. Esteve diversas vezes na Síria, Iraque, Turquia, Líbia, Líbano e Quênia fazendo reportagens sobre os refugiados e, de 2006 a 2010, foi correspondente em Washington de O Estado de S. Paulo. É autora de Lua de mel em Kobane (Companhia das Letras, 2017).

RAQUEL BARRETO

Raquel Barreto é pesquisadora e historiadora pela Universidade Federal Fluminense. Mestre em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica. Atualmente, cursa o Doutorado em História, em que desenvolve uma pesquisa a respeito do Partido dos Panteras Negras (1966-1974) e as relações entre visualidade, política e poder. É especialista nas autoras Angela Davis e Lélia Gonzalez, com uma dissertação defendida sobre o tema. Recentemente, escreveu o prefácio para a edição brasileira do livro de Angela Davis, Uma autobiografia (Boitempo, 2019).

RENAN QUINALHA

Professor de Direito da Universidade Federal de São Paulo, é advogado e ativista no campo dos direitos humanos, além de professor visitante na Universidade Estadual de Campinas. Foi assessor jurídico da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo e consultor da Comissão Nacional da Verdade para assuntos de gênero e sexualidade. Foi Visiting Research Fellow no Watson Institute da Universidade de Brown. Publicou o livro Justiça de transição (Expressão Popular, 2013) e coorganizou as obras Ditadura e homossexualidades (EdUFSCar, 2014) e História do movimento LGBT no Brasil (Alameda, 2018). É um dos autores do dossiê “Marxismo e lutas LGBT” da edição 33 da revista Margem Esquerda , que será lançada durante o seminário.

RICARDO ANTUNES

Professor Titular de Sociologia do Trabalho na Universidade Estadual de Campinas. Foi Visiting Professor na Universidade Ca’Foscari (Veneza/Itália) e Visiting Research Fellow na Universidade de Sussex (Inglaterra); Visiting Scholar na Universidade de Coimbra (Portugal). Publicou, pela Boitempo O privilégio da servidão (2018) e Os sentidos do trabalho (1999), lançado também nos EUA, Inglaterra, Holanda, Itália, Portugal, Índia e Argentina, dentre outros. Organiza a série de coletâneas Riqueza e miséria do trabalho no Brasil, que tem seu quarto volume lançado durante o seminário.

RUY BRAGA

Sociólogo e professor livre-docente da Universidade de São Paulo, coordena, com Marco Aurélio Santana, o grupo de trabalho da Sociedade Brasileira de Sociologia, Sindicato, trabalho e ações coletivas. Sua tese de livre docência A política do precariado foi finalista do prêmio Jabuti 2013 quando de sua publicação pela Boitempo. Além de escrever mensalmente para o Blog da Boitempo, publicou, pela editora, entre outros, A política do precariado (2012) e A rebeldia do precariado (2017).

SABRINA FERNANDES

Doutora em Sociologia com especialização em Economia Política pela Carleton University, no Canadá, é especialista em teoria marxista, estudos feministas e sociologia ambiental. Atualmente, é pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade de Brasília e produz o canal de divulgação científica e política no YouTube, Tese Onze. É autora do livro Sintomas mórbidos: a encruzilhada da esquerda brasileira (Autonomia Literária, 2019).

THULA PIRES

Thula Pires é mulher preta de axé, mãe da Dandara e bailarina. Doutora em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Atualmente é professora nos cursos de Graduação e Pós-graduação da mesma universidade e coordenadora do  Núcleo Interdisciplinar de Reflexão e Memória Afrodescendente (NIREMA). Trabalha principalmente nos seguintes temas: pensamento afrodiaspórico, racismo, mulheres negras, decolonialidade, teoria crítica da raça, direito constitucional e direitos humanos.

VIRGÍNIA FONTES

Historiadora, atua na Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense onde coordena o Grupo de Trabalho e Orientação. Integra o Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas sobre Marx e o marxismo. Autora de Reflexões im-pertinentes (Bom Texto, 2005), de O Brasil e o capital-imperialismo (UFRJ, 2010). Docente da Escola Nacional Florestan Fernandes – MST. Coordenadora do GT História e Marxismo-Anpuh.

VLADIMIR SAFATLE

Professor titular da Universidade de São Paulo, publicou, pela Boitempo, Cinismo e falência da crítica (2008), além de ter prefaciado Mal-estar, sofrimento e sintoma, de Christian Dunker (2015). Publicou ainda O circuito dos afetos (Autêntica, 2018) e Dar corpo ao impossível (Autêntica, 2019).


MEDIADORAS E MEDIADORES

ADRIANA FERREIRA SILVA

Editora-executiva da revista Marie Claire, há 20 anos acumula experiência como estrategista digital, correspondente internacional, colunista, jornalista e editora nas revistas Veja São Paulo, Vogue e Marie Claire, nos jornais Folha de S.Paulo, O Globo e Valor Econômico e na rádio CBN. Como correspondente, atuou nas coberturas dos atentados de 11 de Setembro de 2001, em Nova York, e 15 de novembro de 2015, em Paris. Faz parte do time que organiza e idealiza os eventos Power Trip Summit e Prêmio Viva.

AMANDA AUDI

Amanda Audi é repórter do The Intercept Brasil em Brasília, com foco em política e direitos humanos. Formada pela Universidade Federal do Paraná e com especialização em jornalismo literário, já colaborou para veículos como Folha de S.Paulo, O Globo, Gazeta do Povo, TV Globo, Poder360, Congresso em Foco, entre outros.

ANDREA DIP

Andrea Dip é repórter e editora na Agência Pública. Tem sete prêmios de jornalismo em Direitos Humanos e foi finalista do Prêmio Gabriel García Márquez em 2015. É autora de Em nome de quem? A bancada evangélica e seu projeto de poder (Civilização Brasileira, 2018) e lançou o documentário Sob Constante Ameaça, em codireção com Guilherme Peters. É becária Cosecha Roja e participa do programa “Independent Journalism”.

BIANCA PYL

Bianca Pyl é jornalista, editora web do Le Monde Diplomatique Brasil e apresentadora do podcast Guilhotina. É especialista em Globalização e Cultura e tem doze anos de experiência e atuação em ONGs. É autora da reportagem sobre o flagrante de trabalho escravo na cadeia produtiva da Zara, que foi finalista no Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade (2011). Produz o Caderno Vozes Urbanas para a Fundação Tide Setubal e reportagens especiais sobre trabalho infantil para a Associação Cidade Escola Aprendiz.

CLAUDIA MOTTA

Repórter na Rede Brasil Atual. Participou da criação da Revista do Brasil, em 2006, que deu origem à RBA. É a primeira experiência de comunicação mantida pelos trabalhadores, que hoje conta com um site, uma rádio (a Rádio Brasil Atual) e uma TV (a TV dos Trabalhadores, primeira concessão pública de TV não destinada à exploração comercial). Como repórter dessa rede, cobriu todas as caravanas Lula pelo Brasil.

DANIELA MUSSI

Daniela Mussi é pesquisadora de pós-doutorado no Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo e professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas. Foi pesquisadora visitante do Departamento de Ciência Política da Columbia University em 2013. É membro do Laboratório de Pensamento Político (PEPOL-Unicamp) e editora da revista Outubro. Autora de Política e literatura (Alameda, 2014) e Política e cultura antes do fascismo (Zouk, 2019).

DANIELA PINHEIRO

Formada em Jornalismo pela Universidade de Brasília. Com passagens em veículos como Folha de S.Paulo, Jornal do Brasil, Veja e piauí. Venceu três vezes o Troféu Mulher Imprensa, duas vezes o Prêmio Comunique-se. Foi bolsista da John S. Knight Journalism Fellowships na Universidade Stanford e editora-chefe da revista Época.

DÉBORA BALDIN

Comunicadora, pesquisadora e militante lésbica e socialista, é formada em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Aos 26 anos, atua no meio digital há pelo menos seis anos (no YouTube e outras plataformas). Começou militando com questões relativas à diversidade sexual e hoje desenvolve conteúdo para suas redes sociais em temas como diversidade, mulheres, conflitos e relações internacionais de uma perspectiva anticapitalista. É uma das apresentadoras e criadoras do podcast Fogo no parquim.

ELIANE DIAS

Advogada, empresária, política e feminista, é empreendedora artística e criadora da Boogie Naipe, produtora de Mano Brown, Racionais, RZO, Altniss e 5PRAI. Em 2017, foi eleita a melhor empreendedora musical do ano pelo “Womens’ Music Event Awards”. Atualmente, desenvolve um trabalho para o empoderamento e visibilidade das mulheres negras, que ainda são invisibilizadas no contexto das desigualdades racial e de gênero no Brasil.

JULIANA BORGES

Escritora e consultora na área de estudos da violência, foi Secretária-Adjunta de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de São Paulo. Consultora do Núcleo de Enfrentamento, Monitoramento e Memória de Combate à Violência da OAB-SP e conselheira da Plataforma Brasileira de Política de Drogas. Autora de Encarceramento em massa, da Coleção Feminismos Plurais (Selo Sueli Carneiro e Pólen Livros, 2017).

PAULA ALMEIDA

Doutora em Literatura e Cultura Russas pela Universidade São Paulo, tradutora do russo ao português, editora na Iskra e no suplemento teórico-político do Esquerda Diário. Pela Boitempo, traduziu A véspera (2019), de Ivan Turguêniev, O que vou ser quando crescer? (2017), de Vladímir Maiakóvski, e Teoria geral do direito e marxismo (2017), de Evguiéni Pachukanis, além da revisão e do cotejo das obras que compõem a coleção Arsenal Lênin.

PEDRO VENCESLAU

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, é pós-graduado em Política e Relações Internacionais pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Repórter de Política de O Estado de S. Paulo e comentarista da rádio Eldorado. Foi colunista de política no jornal Brasil Econômico, editor executivo da Revista Imprensa e apresentador do programa Imprensa na TV. Cobriu o renascimento da imprensa no Timor Leste e uma das posses de Chávez na Venezuela.

TORY OLIVEIRA

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero, iniciou sua carreira no Jornal da Tarde e nas revistas Carta na Escola e Carta Fundamental, publicações dirigidas para professores de escolas públicas da mesma editora de CartaCapital. Foi editora-assistente no site de CartaCapital entre 2016 e 2018, responsável pelas áreas de gênero e diversidade. Atualmente, colabora com a revista Nova Escola.

WINNIE BUENO

Iyalorixa, mestra em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, ativista. Abordou na dissertação conceitos da obra de Patricia Hill Collins, sobretudo em Pensamento Feminista Negro recém-publicado pela Boitempo, consultora da tradução. Pesquisa assuntos relativos à raça, gênero, justiça social e teoria crítica. Idealizadora do projeto #TinderdosLivros que conecta pessoas negras que precisam de livros à doadores.


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Democracia em colapso?

O Sesc São Paulo e a Boitempo realizam em parceria, entre os dias 15 e 19 de outubro, no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, em São Paulo, o Seminário Internacional Democracia em colapso?”. Em um momento em que a polarização política dita boa parte dos debates atuais na sociedade brasileira, cerca de 50 convidados nacionais e internacionais promovem um amplo debate sobre as origens e as diferentes perspectivas históricas, políticas e sociais que perpassam o conceito de democracia. A programação conta com um curso, debates, conferências e com o lançamento de livros, além da edição número 33 da revista Margem Esquerda, publicação semestral da Boitempo.


Realização

Sesc São Paulo e Boitempo

Apoio

Fundação Rosa Luxemburgo, Fundação Maurício Grabois e Clacso

Promoção

Folha de S.Paulo, Marie Claire Brasil, CartaCapital, Revista Quatro Cinco Um e Rede Brasil Atual


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